Bateu a cabeça. E agora? - Angelino - O Anjinho Distraído
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Bateu a cabeça. E agora?

29 ago Bateu a cabeça. E agora?

Os tombos são muito frequentes na infância e, muitas vezes, a criança acaba batendo a cabeça no chão, em móveis, objetos ou até mesmo em outra criança. Isto tem uma explicação simples: até os dois anos de idade, a cabeça da criança praticamente se equivale ao peso do resto do corpo, o que eleva o ponto de equilíbrio. Soma-se a isso a pouca habilidade para andar ou correr e temos um problema muito comum em todas as famílias. Para os pais, sempre que a criança cai e bate a cabeça começam as dúvidas: levo para o pronto socorro? Ligo para o pediatra?

Para começar a esclarecer, vamos dividir os casos em 3 grupos: lesões leves, concussões e traumatismo crânio-encefálico.

No primeiro grupo, há pouco o que fazer: se houver ferimento com sangue, deve-se limpar bem a área com água e sabão neutro e aplicar um antiséptico. Quando não ocorre o sangramento, mas começa a aparecer o famoso “galo”, o melhor a fazer é uma compressa com água fria ou gelada para conter o inchaço. Evite apertar com a lateral de uma faca, como faziam nossos avós. Isso pode agravar a inflamação.

As concussões ocorrem quando a pancada faz deslocar o cérebro dentro da caixa craniana. Nesses casos, são comuns as tonteiras, desorientações, náuseas e até vómito. O melhor a fazer é observar a criança por uma hora, evitando que durma para que os demais sintomas sejam avaliados. Se a criança estiver muito sonolenta e irritada, pode deixá-la dormir, mas é prudente acordá-la a cada 15 minutos para garantir que não houve perda dos sentidos.

Nos casos mais graves, onde ocorre um traumatismo craniano, com lesões nos ossos, artérias ou veias, pode resultar numa hemorragia cerebral, que nem sempre se manifesta por galos ou hematomas. Se a criança reclamar de dor de cabeça por mais de uma hora ou vomitar, pode ser sinal de um traumatismo crânio-encefálico.

Veja a seguir quais são os casos em que você deve procurar ajuda médica imediata:

  • Queda de crianças menores de 3 meses de idade.
  • Queda de mais de um metro de altura para crianças abaixo de 2 anos de idade.
  • Queda de mais de 1,5 metro de altura de crianças acima de 2 anos.
  • Queda de mais de 4 degraus da escada.
  • Acidente com bicicleta sem capacete.
  • Acidente automobilístico com impacto na cabeça.
  • Perda da consciência por mais de 1 minuto pós trauma.
  • Sangramento pelo ouvido ou nariz.
  • Vómitar mais de uma vez em menos de uma hora.
  • Dor de cabeça intensa e que aumenta em vez de regredir.

 

Fonte: Pediatra Orienta

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