Uma outra campanha que chamou a atenção no Festival de Cannes foi esta feita pela Del Campo/Nazca Saatchi & Saatchi para o Hospital Aleman, na Argentina. Os anúncios foram premiados com Leão de Bronze e mostram os diferentes pontos de vista entre pais e filhos. Onde os adultos veem peças de Lego, cão feroz e cama, as crianças veem, respectivamente, balas (drops), balanço em forma de cavalinho e cama elástica. Por isso os acidentes são tão frequêntes.
Arquivo de junho de 2010
Crianças e adultos enxergam diferentemente.
terça-feira, 29 de junho de 2010Campanha de Primeiros Socorros ganha Leão de Ouro no Festival de Publicidade de Cannes.
segunda-feira, 28 de junho de 2010A campanha é forte, mas extremamente pertinente. Nos anúncios abaixo, crianças descrevem acidentes dos quais foram vÃtimas. O menino caiu na piscina e foi socorrido pelo pai. A menina, se engasgou com uma uva perto de vários adultos. Infelizmente, ninguém sabia como agir corretamente. Isso mesmo: os depoimentos são póstumos. A propaganda é assinada pela agência BBH de Londres para o serviço de ambulância St. John, que disponibizou gratuitamente um guia de Primeiros Socorros para baixar nos celulares.
Falta de apetite na primeira infância.
segunda-feira, 28 de junho de 2010Até o 1o ano de idade, o crescimento infantil é muito acelerado e o aspecto do corpo é “rechonchudoâ€. O aumento da gordura corporal acompanha o aumento do comprimento da criança.
A partir dos dois anos, a criança inicia um perÃodo em que o crescimento não é tão acelerado como ao do 1º ao de vida e em conseqüência disso o apetite diminui. Nesta fase, as crianças adquirem o aspecto de magras, esguias, com os membros mais compridos, por ser essa a época do primeiro estirão, ocorrendo maior ganho em altura que em peso. A gordura corporal diminui gradualmente até os 6 anos de idade e após isso, ela aumenta em preparação para o estirão da adolescência.
Em torno dos 2 anos, é comum os pais ficarem preocupados com a falta de apetite das crianças. Porém, apesar de ser um momento difÃcil que pode gerar ansiedade e frustração, os pais devem ser alertados que a criança não deve ser forçada a comer. Geralmente apesar da variação de apetite, as crianças continuam com crescimento e desenvolvimento adequados, podendo ser estes observados nas curvas de desenvolvimento. Apesar da necessidade energética nas crianças ser grande, a partir dos 2 anos de idade, ela é bem menor que em relação ao perÃodo do 1º ano de vida. Por isso a mudança na questão do apetite. Esse é um perÃodo de desenvolvimento temporário, e este comportamento da criança frente aos alimentos também pode ser um meio de avaliar a sua independência recentemente descoberta.
Os pais, contudo, tem o controle sobre os alimentos oferecidos e também podem estabelecer limites sobre os comportamentos impróprios. Nem a abordagem de controle rÃgido nem a de deixar totalmente à vontade são passÃveis de sucesso. È importante não rotular a criança: “Ela NÃO come isso, ou aquiloâ€, todos os alimentos devem ser oferecidos novamente dia após dias, incansavelmente, pois a primeira reação da criança frente a um sabor ou textura diferente é sempre a recusa.
Nessa época, os hábitos alimentares adquiridos são mantidos por vários anos, tornando mais importante a necessidade de uma alimentação variada. É importante saber que a criança aprende muito por imitação, adquirindo maus ou bons hábitos conforme sejam os da famÃlia. As principais influencias na ingestão alimentar nos anos de desenvolvimento incluem: ambiente familiar, tendências sociais, pressão dos colegas, enfermidade ou doença.
Devido à pequena capacidade gástrica das crianças e a variação da ingestão nas refeições em decorrência da variabilidade do apetite e mudança de preferências, elas se dão melhor com pequenas porções de alimentos oferecidas várias vezes ao dia. (5 a 6 vezes ao dia) Dessa forma os lanches tornam-se tão importantes como o almoço ou jantar.
Alguns motivos para recusa de alimentos:
- Cheiro diferente
- Alimentos muito frios ou muito quentes
- Sentido e ordem de apresentação do alimento:
Quebrado
Cortado diferente
Alimentos se tocando no prato
Misturas
- Desconforto fÃsico
Cadeira ou mesa desproporcional ao tamanho da criança.
- Desconforto emocional
Brigas, gritos, ansiedade, entre outros.
Direitos das crianças: você sabe quais são?
domingo, 27 de junho de 2010A idéia de expor aqui, todos os meses, algumas considerações sobre os direitos das crianças surgiu num debate realizado na Universidade Positivo sobre este mesmo tema. Uma vez lançado o desafio, resta perguntar: você sabe quais são dos direitos das crianças?
Em primeiro lugar cumpre esclarecer que criança, para o Direito, é compreendida como a categoria de sujeitos que nasce com vida (nascituros) e esses direitos se prolongam até os 12 anos de idade. Já adolescente são assim considerados como os sujeitos entre 12 e 18 anos de idade. Ambos são merecedores de proteção especial do Estado, da sociedade e da famÃlia, em decorrência de sua vulnerabilidade.
Dentre todas as normas jurÃdicas que abordam os direitos da criança, seguramente o Estatuto da Criança e do Adolescente (lei 8.069/1990) é a principal. O ECA surgiu para concretizar os direitos e garantias expostos na Constituição Federal de 1988 destinados à s crianças e adolescentes.
A legislação que antecedia o ECA, o Código de Menores, tinha um caráter discriminatório, que associava a pobreza à “delinqüência†e encobria as reais causas das dificuldades vividas por esse público, tais como a desigualdade de renda e a falta de alternativas de vida.
Com a redemocratização, acertou-se o passo com a comunidade internacional em termos de direitos humanos. O ECA é exemplo disso, ao passo em que a partir dele as crianças e adolescentes deixam de ser meros objetos de intervenção do Estado, da sociedade e da famÃlia e passam a ocupar o status de sujeitos merecedores de proteção especial.
De acordo com esta norma, estes sujeitos têm o direito fundamental à vida e à saúde; à alimentação; à liberdade, ao respeito e à dignidade; à convivência familiar e comunitária; à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer; e à profissionalização e à proteção ao trabalho (este último dedicado mais aos adolescentes). Além desses direitos a norma prevê uma série de garantias processuais àqueles que cometem atos infracionais.
Periodicamente vamos apresentar as nuances e algumas considerações sobre as questões mais polêmicas envolvendo esses direitos.
Seus filhos vão aprender a cozinhar brincando. Vai começar mais uma Oficina Petit Chef do Centro Europeu.
quinta-feira, 24 de junho de 2010A escolha do produto certo.
sexta-feira, 18 de junho de 2010A partir do nascimento do bebê, os pais começam a perceber a necessidade de produtos que, além de facilitarem o seu dia a dia, devem contribuir com o crescimento saudável e seguro de seu filho. São as roupinhas práticas de vestir e despir, os carrinhos para facilitar o transporte, os berços e trocadores apropriados, as cadeirinhas para automóveis, mamadeiras e chupetas ideais para cada idade, protetores de quinas e de portas para evitar acidentes, brinquedos que acompanham cada fase do desenvolvimento, entre muitos outros.
Por trás de tantos objetos existentes no mercado, estão os designers, que desenvolvem cada vez mais produtos ao mesmo tempo funcionais e atrativos, proporcionando, assim, uma grande variedade de opções para a escolha do produto ideal. Não são tarefas fáceis: nem para o designer criar produtos que atendam as peculiaridades dos pequenos, nem para os pais escolherem os produtos que devem fazer parte dessa jornada que é o crescimento de seus filhos.
O desenvolvimento de um produto surge de uma necessidade. O design busca solucionar essa demanda da melhor forma possÃvel, criando produtos que atendam a certos parâmetros previamente determinados. No caso de produtos para crianças, esses parâmetros devem ser analisados ainda com mais rigor: para proteger sua fragilidade, prever usos indevidos causados pela sua criatividade e curiosidade em explorar o novo e para proporcionar saúde, bem-estar e segurança, uma vez que esses objetos serão inseridos no seu cotidiano, sendo determinantes para o seu desenvolvimento, aprendizagem e até sobrevivência.
O designer analisa o tamanho das crianças para dimensionar os carrinhos, o tamanho de suas mãos para conseguirem segurar as mamadeiras, as cores a serem utilizadas para atrair ou não sua atenção, o material a ser utilizado para não quebrar e não machucar durante o uso, as formas para tornar o produto mais atrativo, dentre muitos outros aspectos. A criatividade também deve ir além dos aspectos funcionais para criar produtos lúdicos e especiais.
Já em relação aos pais, seu trabalho consiste em analisar e definir quais desses produtos criados, realmente têm um bom design. Um produto pode fazer muito pela integridade e conforto da criança, mas muitas vezes não faz! As especificações ideais variam muito de acordo com cada tipo de produto, mas no geral algumas dicas são essenciais e devem ser seguidas para uma boa escolha, algumas delas são:
- Sempre analise a faixa etária ao qual o produto é destinado. Nunca se oponha à s instruções do fabricante, pois elas são determinadas de acordo com o hábito, interesse, nÃvel de habilidade da criança e aspectos ergonômicos.
- Sempre busque produtos com certificação de órgãos especializados, como o INMETRO. Isso garante que o produto foi testado e a criança não sofrerá riscos durante sua utilização.
- Sempre verifique as informações da embalagem, como nome do fabricante, importador, endereço, etc. Normalmente as marcas mais conhecidas e consideradas idôneas já tem aprovação dos consumidores e prezam pela qualidade e segurança, não utilizando tintas tóxicas, materiais inflamáveis, etc.
- Verifique se o produto contém peças pontiagudas ou bordas cortantes. Além disso, é ideal que não apresente furos ou reentrâncias muito pequenos.
- As roupas não podem ser apertadas a ponto de interferir nos movimentos da criança e golas muito justas podem até causar sufocamentos.
- Em produtos que contenham cordas como brinquedos de puxar, verifique o comprimento da mesma, que não deve medir mais que 15cm para também evitar sufocamentos.
- No caso de bebês, verifique se o produto contém peças pequenas que podem ser engolidas.
Com todos esses pequenos cuidados que podemos ter, a criança fica livre para começar a descobrir o mundo a sua volta!
A arte de viajar com crianças.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Este livro é dedicado à s pessoas que têm filhos, adoram viajar, mas que precisam de uma boa dose de coragem para juntar os dois. PatrÃcia Papp conta suas experiências, primeiro de quando era criança e costumava viajar com os pais e depois como mãe que não dispensa os filhos em suas viagens. Foi na volta de uma viagem para Tailândia e Dubai com toda a famÃlia (que inclui o Pedro de 6 anos e a Luiza com apenas um aninho) que surgiu a ideia de escrever o livro. Pati Papp, como é mais conhecida no meio publicitário onde atua, é diretora de arte e sócia da Pulp Idéias, uma das primeiras empresas de conteúdo e tendências do Brasil. Seu livro é leitura obrigatória para quem adora malas, aeroportos e filhos.
O lançamento do livro acontece no sábado, dia 19 de junho de 2010 na Bisbilhoteca, em Curitiba (rua Carlos de Carvalho, 1166). Para quem desejar comprar em outras localidades do Brasil, é só entrar no site da Livrarias Curitiba
Agora vou ter de comprar uma cadeirinha?
terça-feira, 15 de junho de 2010Eu mal comprei o carro e agora vou ter de comprar uma cadeirinha?
Uma mãe exclamava, indignada, a frase acima, diante de outros pais na saÃda da escola de seu filho. Ela visivelmente buscava a adesão de outros pais e, talvez, de algumas professoras ali presentes. Fiquei atenta à situação imaginando o que pretendia aquela jovem senhora. Cumprindo com o ritual de entrega das crianças, todos a ignoravam, alguns se entreolhavam rapidamente num claro acordo de não prestar atenção ao que ela dizia, tanto as professoras, quanto os funcionários e pais que naquele momento circulavam no ambiente a desviavam, numa clara mensagem de desacordo, ou no mÃnimo, de vergonha pela contundente afirmativa.
Não resisti e resolvi manifestar-me. A educadora que vive em mim não me permitiu nem mais um momento de silêncio. Tomei o cuidado de posicionar-me diante dela e procurando ser clara, sem ser agressiva, respondi entre risos e gestos que tentavam amainar a situação. Aproximando-me dela e colocando o braço em seu ombro, disse-lhe:
“Sim, vai ter de comprar uma cadeirinha, aliás, já devia ter comprado quando comprou o carro!â€
“Não acredito que você concorda com esse absurdo!†Disse-me ela, olhando-me como se eu fosse um ser de outro mundo. “Sim, concordo e apoio a iniciativa. Mesmo sem ser obrigatório, tenho, desde que meus netos nasceram,a cadeirinha para transportá-los, pois não aceitaria que algo acontecesse com eles por falta dos cuidados básicos! – exclamei, tentando ser tão entusiasta quanto ela. Ela retrucou num tom de voz mais alto do que ela já estava tendo e olhando para os lados, certificando-se se a estavam ouvindo: “Você sabe quanto custa uma cadeirinha? Eu tenho dois filhos pequenos, além do mais, só vai caber os dois atrás do carro, mais ninguém! Você acha bonito isso?†Nisso, vários pais já estavam olhando-nos e uma professora já estava pronta para intervir. Mesmo assim, continuei tentando fazer com que a conversa ficasse só entre nós duas. Aproximei-me dela e fui falando baixinho contra- argumentando: “Não é bonito e nem barato, mas é seguro! Suas crianças estarão protegidas em caso de acidente. Além do mais, facilita para o motorista que eles estejam fixos no lugar. Você poderia se distrair caso eles estivessem circulando pelo carro.  Não se pode mais pensar em sorte ou azar diante de situações que sabemos, temos como evitar. O acidente o próprio nome já diz, é casual, mas  suas conseqüências podem ser minoradas. As pesquisas têm mostrado isso. “ Repentinamente, ela pegou os dois filhos, um no colo e outro pela mão e foi embora,  pisando firme, certamente, sentindo-se incompreendida.
Que pena que pessoas ainda pensem de forma tão imediata e limitante. Vivemos a era da tecnologia, da informação e do conhecimento e todos esses avanços tem de repercutir em uma forma de viver e conviver com mais dignidade e qualidade.
O conhecimento tem de iluminar as áreas obscuras da ignorância, tomar o lugar do mito e modificar velhas crenças. Quanto sofrimento e dor poderÃamos impedir a partir de uma sociedade mais desenvolvida? De nada adianta essa jovem mãe ter acesso a bens de consumo se ela não tiver educação para bem usufruir desses “bensâ€, se ela não respeitar a faixa de pedestres, as áreas de estacionamento de idosos, enfim…
Uma das responsabilidades dos pais é proteger seus filhos! É preciso estar maduro para bem desenvolver esse papel. Em verdade, a pergunta mais adequada não é quanto custa a cadeirinha, mas quanto ela vale.
Para evitar sufocações, use o nosso medidor de objetos.
domingo, 13 de junho de 2010
As obstruções das vias aéreas provocadas por objetos pequenos são a principal causa de morte acidental de crianças de até um ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Durante a fase oral, as crianças começam a explorar o mundo pelo paladar e costumam colocar tudo na boca.  Para evitar acidentes é muito simples. Basta tirar do alcance das crianças qualquer objeto pequeno que possa ser engolido e provocar engasgamento, sufocação ou asfixia. Para ajudar na seleção dos objetos, criamos esse boneco do Angelino. É só imprimir em papel A4 (sem ampliar ou reduzir), recortar e colar. Montado, ele fica com o diâmetro de 3cm, o que equivale a medida da traquéia das crianças. Depois, é só usá-lo para medir tudo o que encontrar pela frente. Botões, moedas, brinquedos, clipes, bolinhas… Tudo o que passar pelo Angelino pode ser perigoso.
Falta de produtos no mercado faz Contran adiar vigência da “lei das cadeirinhas”.
terça-feira, 8 de junho de 2010
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu em reunião nesta terça-feira (8) adiar para o dia 1º de setembro o inÃcio do prazo para exigência da cadeirinha em automóveis em todo o paÃs. De acordo com o órgão, a falta do produto nas lojas pelo aumento da procura justificou a alteração do prazo.
Veja aqui a matéria completa.





