Até o 1o ano de idade, o crescimento infantil é muito acelerado e o aspecto do corpo é “rechonchudo”. O aumento da gordura corporal acompanha o aumento do comprimento da criança.
A partir dos dois anos, a criança inicia um período em que o crescimento não é tão acelerado como ao do 1º ao de vida e em conseqüência disso o apetite diminui. Nesta fase, as crianças adquirem o aspecto de magras, esguias, com os membros mais compridos, por ser essa a época do primeiro estirão, ocorrendo maior ganho em altura que em peso. A gordura corporal diminui gradualmente até os 6 anos de idade e após isso, ela aumenta em preparação para o estirão da adolescência.
Em torno dos 2 anos, é comum os pais ficarem preocupados com a falta de apetite das crianças. Porém, apesar de ser um momento difícil que pode gerar ansiedade e frustração, os pais devem ser alertados que a criança não deve ser forçada a comer. Geralmente apesar da variação de apetite, as crianças continuam com crescimento e desenvolvimento adequados, podendo ser estes observados nas curvas de desenvolvimento. Apesar da necessidade energética nas crianças ser grande, a partir dos 2 anos de idade, ela é bem menor que em relação ao período do 1º ano de vida. Por isso a mudança na questão do apetite. Esse é um período de desenvolvimento temporário, e este comportamento da criança frente aos alimentos também pode ser um meio de avaliar a sua independência recentemente descoberta.
Os pais, contudo, tem o controle sobre os alimentos oferecidos e também podem estabelecer limites sobre os comportamentos impróprios. Nem a abordagem de controle rígido nem a de deixar totalmente à vontade são passíveis de sucesso. È importante não rotular a criança: “Ela NÃO come isso, ou aquilo”, todos os alimentos devem ser oferecidos novamente dia após dias, incansavelmente, pois a primeira reação da criança frente a um sabor ou textura diferente é sempre a recusa.
Nessa época, os hábitos alimentares adquiridos são mantidos por vários anos, tornando mais importante a necessidade de uma alimentação variada. É importante saber que a criança aprende muito por imitação, adquirindo maus ou bons hábitos conforme sejam os da família. As principais influencias na ingestão alimentar nos anos de desenvolvimento incluem: ambiente familiar, tendências sociais, pressão dos colegas, enfermidade ou doença.
Devido à pequena capacidade gástrica das crianças e a variação da ingestão nas refeições em decorrência da variabilidade do apetite e mudança de preferências, elas se dão melhor com pequenas porções de alimentos oferecidas várias vezes ao dia. (5 a 6 vezes ao dia) Dessa forma os lanches tornam-se tão importantes como o almoço ou jantar.
Alguns motivos para recusa de alimentos:
- Cheiro diferente
- Alimentos muito frios ou muito quentes
- Sentido e ordem de apresentação do alimento:
Quebrado
Cortado diferente
Alimentos se tocando no prato
Misturas
- Desconforto físico
Cadeira ou mesa desproporcional ao tamanho da criança.
- Desconforto emocional
Brigas, gritos, ansiedade, entre outros.
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