Arquivo de julho de 2010

A lei da gravidade e suas consequências graves.

sábado, 31 de julho de 2010

Quedas

As quedas são responsáveis pelo maior número de hospitalização de crianças. Quanto menor a criança, mais suas características físicas facilitam as quedas. Além da falta de coordenação motora natural aos pequenos, até os 6 anos a criança possui a cabeça mais pesada em relação ao corpo, deslocando o centro de gravidade e facilitando as quedas. Isso explica por que as lesões na cabeça são tão comuns na infância.

As crianças devem brincar em locais seguros. Lajes, escadas e sacadas não são lugares adequados.

As escadas devem ser protegidas com portões no topo ou no início, dependendo de onde estiver a criança. Se a grade lateral que protege a escada permitir que a criança passe a cabeça pelos espaços abertos, ela deve ser reforçada com telas de proteção.

As telas ou redes de proteção devem ser instaladas em todas as janelas, sacadas e mezaninos, observando sempre a distância máxima de um palmo entre os ganchos e a firmeza dos parafusos. A cada 6 meses, é aconselhável o teste de segurança por um adulto, para avaliar o desgaste natural dos fios e a qualidade da fixação.

Os perigos da cozinha.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Os perigos da cozinha.

Cozinha não é lugar para crianças pequenas, principalmente durante o preparo das refeições. Mantenha a porta fechada ou coloque cercas apropriadas para bloquear o acesso.

Caso o adulto esteja sozinho com a criança em casa e precise cozinhar, o mais indicado é utilizar cercadinhos, de preferência fora da cozinha.

Adquira o hábito de cozinhar utilizando as bocas de trás do fogão, sempre com os cabos das panelas e frigideiras voltados para dentro. Isso evita  que as crianças alcancem e o conteúdo quente caia sobre elas.

A partir dos 10 anos, já é possível ensinar para as crianças os perigos da cozinha e também a fazerem suas primeiras experiências culinárias (amassar ou espremer uma fruta, por exemplo). E depois dos doze, deixe as crianças soltarem a imaginação na cozinha e revelar seus dotes, mas sempre com a supervisão de um adulto responsável.

Afogamentos. Todo cuidado é pouco.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Afogamentos

Afogamentos são a segunda principal causa de mortes de crianças no Brasil. Eles acontecem não só em praias, represas, rios e lagos, mas também em piscinas, banheiras, baldes e até em vasos sanitários. Crianças pequenas têm a cabeça mais pesada em proporção ao corpo, o que significa que não possuem força suficiente nos braços para elevar a boca e as narinas em busca de ar. Isso explica por que muitos bebês se afogam. Bastam menos de 3 cm de água para que o pior aconteça.

Jamais deixe uma criança sozinha na piscina ou banheira, mesmo que seja para atender a porta ou o telefone.

Esvazie baldes, banheiras e piscinas infantis e guarde-os sempre virados para baixo.

Mantenha as portas de banheiros fechadas, bem como as tampas de vasos sanitários (de preferência, com travas de segurança).

Educação em tempos de eleição.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Educação: breves reflexões em tempos de propaganda eleitoral

O Estatuto da Criança e do Adolescente ( lei 8.069/90) foi elaborado para intervir na tragédia da exclusão social experimentada por muitas crianças e adolescentes no Brasil. Por certo que, após 20 anos de vigência da lei, muitas intervenções positivas foram realizadas seja no âmbito administrativo, com a participação ativa dos Conselhos Tutelares e do Ministério Público, seja no âmbito judicial. Todavia, ainda há muito para ser feito. Um dos temas emergenciais refere-se ao direito à educação.

Aquele ditado popular que diz que “lugar de criança é na escola†é aqui oportuno. Referido direito à educação, de acordo com o ECA e a própria Constituição Federal (artigo 205), é direito de todos e dever do Estado. Destina-se a promover o desenvolvimento pessoal, a qualificar para o mercado de trabalho e a permitir o exercício da cidadania.

Mas como efetivar esse direito, abrangendo um número maior de crianças e adolescentes? Dentre as muitas possibilidades, apresentam-se duas para reflexão em tempos de propaganda eleitoral.

O afastamento do menor de idade do sistema de ensino é, quase sempre, reflexo da situação familiar determinada pela escassez e fragilidade das políticas de pleno emprego, salário justo e renda mínima. Portanto, destaca-se a importância dos projetos governamentais dedicados ao auxílio de famílias carentes para efetivar o direito a educação a um maior número de pessoas. A lógica é simples: a promoção social de uma criança ou adolescente implica, na maioria das vezes, em resgatar a cidadania de seus familiares.

Uma vez garantidas as condições materiais de subsistência é possível pensar no direito ao acesso, permanência e sucesso no sistema educacional como um antídoto à marginalização social. Desvincular a infância e a adolescência da mendicância, do trabalho precoce, da prostituição, da delinqüência e de outras mazelas sociais depende de uma maior efetivação destes direitos.

Em se tratando de concretude, é pertinente o raciocínio de que lugar de criança é na escola, na família e no orçamento público. Mais uma vez retornamos à análise do texto constitucional (artigo 212) que determina que a União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.

Diante disso, resta importante ressaltar o precioso papel não só da família, mas da sociedade como um todo no sentido de exigir dos políticos eleitos a materialização desse direito, por intermédio da criação e manutenção de políticas públicas eficientes e da aplicação adequada dos recursos públicos.

Sobre o Tapinha Educativo.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Foi assinado pelo presidente Lula um projeto de lei que propõe modificar um artigo do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente ), proibindo o castigo corporal em crianças e adolescentes. No Estatuto já existe um artigo proibindo maus tratos, mas mesmo assim esta prática continua ocorrendo em inúmeras famílias, que muitas vezes alegam utilizarem a palmada como pedagógica e corretiva. Afinal, qual o efeito causado pela palmada? Para a Psicanálise, o trauma é um acontecimento da vida do sujeito que se define pela intensidade e pela incapacidade que este tem de reagir a ele, tendo efeitos duradouros e determinantes na constituição psíquica. Trata-se de um evento inassimilável. Porém, não se pode pensar no desenvolvimento infantil somente através deste fator. O que ocorre, muitas vezes, é que pais com dificuldade de colocar limites verbais para os filhos acabam utilizando-se da agressão física como uma maneira de mostrar a criança que tal atitude dela não é “corretaâ€. Funciona ? Em alguns casos sim. Provoca traumas ? Em alguns casos, sim. A questão principal a ser analisada aparece exatamente na discussão que está havendo sobre o projeto de lei do governo. Transformando a imposição da lei em pergunta: porque se faz necessário que seja criado um artigo dizendo que não pode usar “de força física que resulte em lesão ou dor a criança ou adolescente.“? Não seria o fato de pensar que alguns pais estão precisando de limites na educação de seus filhos? É preciso a intervenção através da legislação para formalizar o veto a punição física? Que as punições que machucam a criança, utilizadas aleatoriamente podem ser prejudiciais é fato. Mas a violência pode ser transmitida para o filho de inúmeras formas, através de palavras agressivas, do desinteresse do casal parental quanto as seus interesses e realizações, do não-dito e pelo modo que é dirigido o afeto. É a fala do adulto que vai marcar e ser determinante, mas esta não aparece só. É carregada de afeto. O trauma nunca é apenas a situação em si, mas o que fica como representação disso. São as falas, ou a ausência delas, que associadas a cena vivida, dão elementos que tocam na imaginação do sujeito. O que ocorre muitas vezes é que as palmadas acabam tornando-se o meio de comunicação dos pais com os filhos, o que é muito perigoso. O resultado mais eficaz a longo prazo é quando os pais conseguem utilizar-se de suas palavras para impor limites aos filhos, explicando causas e conseqüências de seus atos. Crianças até 05 anos necessitam de palavras claras e objetivas. A contenção física nesta faixa etária muitas vezes funciona, mas não é preciso bater. Segurar a criança, olhando nos olhos dela e dizendo poucas palavras com firmeza é suficiente. É claro que esta medida não fará com que o filho “não desobedeça maisâ€, porque a criança é um ser em desenvolvimento, que atuará sempre tentando ultrapassar limites existentes em seu caminho, desafiando os pais e desobedecendo inúmeras vezes. Cabe ao adulto dizer-lhe até onde pode ir. E o bom senso é fundamental.

Monte um cardápio de lanches saudáveis para seus filhos.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Como preparar o lanche saudável das crianças

O Jornal Gazeta do Povo criou um aplicativo online para ajudar as mães a cuidar do lanche das crianças. É só clicar nos dias da semana e escolher entre as opções de bebidas, comidas e complementos. Depois, basta imprimir o cardápio semanal e seguir à risca para garantir uma alimentação saudável e evitar o sobrepeso.

Clique aqui e confira.

Férias no parquinho.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

ArtparkDurante as férias escolares, os parquinhos são bons aliados dos pais, onde as crianças podem gastar muita energia em forma de brincadeiras e até fazer novos amigos. Mas é preciso tomar alguns cuidados para evitar acidentes. Veja aqui algumas dicas da Criança Segura e boa diversão!

Salada com talheres comestíveis.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Criançada de férias? Que tal um programinha caseiro? Mesmo sem sair de casa é fácil entreter os pequeninos. Como? Que tal a cozinha? A cozinha pode sim ser lugar para criança! Acompanhada de um adulto é claro! Sozinha nem pensar!

Tenho boas lembranças da infância dos meus filhos, quando ficavam bisbilhotando na cozinha, me pedindo para ajudar enrolar os biscoitinhos de nata. Aquelas mãozinhas pequenas faziam um biscoitinho de cada tamanho, um pouco disforme, mas sempre suspiravam quando eu lhes dirigia um elogio (de mãe coruja, é claro): Ficaram lindos!!! E depois de assados, ver a carinha deles, cheia de satisfação, se deliciando com a obra de suas próprias mãos. Nesta hora eu via que valia a pena a lambança na cozinha e a roupinha toda suja! Quem ligava?

Hoje minha sugestão é a seguinte:

Salada com talheres comestíveisTalheres comestíveis

Para os talheres:

Você vai precisar de massinha de pastel. Aquela que você compra pronta já esticadinha.

Coloque a massa aberta sobre uma bancada. Use um molde (colher de sopa) para recortar a massa. Reforce a parte do cabo colocando mais uma tirinha de massa. Leve para assar por quatro minutinhos e reserve.

Para a salada, use sua criatividade. Minha sugestão é:

• Alface americana rasgadinha em pedacinhos

• Tomatinho cereja

• Manga em cubinhos

• Pepino em tirinhas

• Queijo minas em cubinhos

• Peito de peru defumado em cubinhos

Para o molho:

• Azeite

• Sal

• Limão

• Iogurte natural (2 colheres)

Misture tudo e junte à salada.

É de lamber os beiços e comer os talheres!!!!

Até a próxima!!

Publicitário defende o fim da publicidade para crianças.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Crispin, Porter + BoguskiAlex Bogusky, sócio fundador da agência americana Crispin Porter & Bogusky, surpreendeu o mercado publicitário mundial durante o Festival de Publicidade de Cannes. Bogusky publicou em seu blog um longo post contra a publicidade para crianças. Abre seu texto propondo a criação de um novo prêmio no Festival, mais importante que todos os outros, para destacar a empresa que decidir parar de usar o poder da publicidade contra as crianças.

Confira aqui a matéria na íntegra.

Para ver o post original em inglês e participar do debate, clique aqui