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A obesidade infantil ocorre quando o peso está excessivo para idade e altura da criança ou adolescente. Ela está relacionada a um desequilÃbrio entre maior quantidade de ingestão calórica e menor gasto energético por um certo perÃodo de tempo. Para definir obesidade, o mais correto é calcular o Ãndice de massa corporal (IMC), que é a relação entre o peso e altura, dada pela fórmula ( peso/ altura2). No adulto o IMC normal varia entre 20 e 25kg/m2. Já para crianças e adolescentes, existem gráficos, pois estes valores mudam conforme a faixa etária.
Na grande maioria das vezes, a obesidade infantil é exógena, isto é, causada por fatores ambientais como o sedentarismo e os erros alimentares. Entretanto, a obesidade pode ser

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uma manifestação clÃnica de alguma doença. Por isso, sempre que a criança aparentar estar acima do peso, é necessário ir ao pediatra. Este verificará as medidas de peso e altura e fará um inquérito alimentar e de hábitos de vida para tentar identificar causas ambientas para a obesidade. Além disto, como parte da avaliação médica, a criança deverá ser encaminhada ao especialista da área de endocrinologia pediátrica.
A avaliação endocrinológica visa analisar a possibilidade de haver algum distúrbio hormonal, que pode manifestar-se com obesidade. Dentre eles os mais comuns são o hipotireoidismo, a deficiência de hormônio de crescimento e a SÃndrome de Cushing, que é o excesso de cortisol. Nestes casos, além do excesso de peso, serão encontrados os sinais clÃnicos tÃpicos de cada patologia. Algumas sÃndromes genéticas também podem estar relacionadas à obesidade como: SÃndromes de Prader Willi, Down, Bardet-Biedl, e outras mais raras como Alström, Cohen, Carpenter e pseudo-hipoparatireoidismo. Felizmente, estas doenças não são encontradas na maioria dos casos.
As complicações mais observadas na obesidade infantil são as dislipidemias (aumento do colesterol ou dos triglicerÃdeos), o diabetes tipo 2, a hipertensão arterial e os problemas ortopédicos. A longo prazo, observa-se, neste grupo de crianças, aumento da prevalência de doenças cárdio-vasculares e mortalidade precoce.
Recentemente tem sido observado um grande aumento de casos de obesidade infantil. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, as crianças do mundo todo estão se tornando cada vez mais vulneráveis à obesidade, e, pelo menos 155 milhões de crianças em idade escolar têm sobrepeso ou obesidade. Dados americanos mostram que nas últimas décadas triplicou número de crianças acima do peso. No Brasil, o excesso de peso já ocorre em até 30~34 % das crianças e adolescentes, dependendo das regiões analisadas.
Estudos clÃnicos têm demonstrado uma importante relação entre a obesidade e o tempo que as crianças e adolescentes permanecem em frente à “tela†(computador, videogame e televisão). Segundo cálculos estatÃsticos, mais de 60% da causa do excesso de peso nesta população pode ser atribuÃda ao excesso de horas assistindo TV. Isto se deve à dois fatores: primeiro o estilo de vida sedentário, segundo, ao fato de que existe uma divulgação excessiva de alimentos e bebidas para crianças. Esta divulgação é predominantemente para alimentos industrializados e de alta densidade clórica e se sobrepõe à s recomendações de dietas saudáveis. As crianças assimilam a idéia de que estes alimentos são saborosos e isto causa um efeito deletério no conhecimento, atitude e no comportamento das crianças em relação à comida.
A grande preocupação mundial em relação à obesidade infantil deve-se a possibilidade de que, uma criança obesa torne-se um adulto obeso. Segundo dados epidemiológicos americanos, das crianças que apresentam IMC acima do normal, 94% permanecem com obesidade ou sobrepeso na vida adulta. Outro estudo europeu mostrou que, sinais precoces de aterosclerose em adultos apresentaram relação importante com IMC elevado na infância. Isto acarreta maior risco de mortalidade por doenças cardiovasculares.
Portanto, o melhor é prevenir a obesidade na infância. Para isso, aqui velem algumas recomendações:
• Comer 5 ou mais porções de frutas ou vegetais por dia;
• Não passar mais do que 2 horas em frente TV, computador e vÃdeo-game por dia. Não tê-los no quarto da criança;
• Realizar diariamente pelo menos 1 hora de atividade fÃsica;
• Evitar consumir bebidas doces;
• Tomar café da manhã diariamente;
• Comer pelos menos 1 das refeições em famÃlia;
• Deixar a criança comer até se satisfazer, nem a mais nem a menos. Não usar alimentos como forma de premiação ou compensação, não proibi-los como forma de castigo.
• Levar a criança ao pediatra pelo menos 1 vez ao ano para que sejam realizadas medidas seriadas de peso e altura e abordadas as questões relacionadas ao peso.
Referências Bibliográficas:
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