Arquivo da Categoria ‘Nutrição’

Sem cara de saudável.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

junk foodSabe aquelas cenourinhas, uma das poucas opções saudáveis nas redes de fast food? Aquelas que você também encontra nos supermercados, mas em embalagens pouco atraentes? Pois a Crispin Porter + Bogusky está envolvida em uma campanha de USD 25 milhões nos EUA para deixar as tais cenouras com um ar “cool”. Como? Fazendo com que se pareçam com junk food. Ideias para isso incluem embalagens com cara de Doritos, vendas através de vending machines, outdoors irreverentes e comerciais em que as cenourinhas são vistas como algo futurista e até mesmo sexy.

Educação para o consumo.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Uma pesquisa com 600 crianças e adolescentes mostra que a publicidade tem função pedagógica – e prova que a garotada vê comerciais com um inteligente ceticismo.

Educação para o ConsumoA revista Veja publicou os resultados da pesquisa sobre televisão e comportamento realizada pela Turner International do Brasil, responsável pelo canal pago infantil Cartoon Network. A pesquisa recrutou mais de 600 crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos, além de 20 mães de crianças entre 9 e 11 anos, e desmonta preconceitos bem estabelecidos sobre a relação da garotada com a televisão. A ficção conspiratória da criança manipulável, que se deixa conduzir pela “propaganda enganosa”, cai por terra: revelou-se, na verdade, que a meninada desconfia, e muito, das qualidades atribuídas aos brinquedos pela propaganda. “É uma galera mais esperta do que até seus pais imaginam”, diz a publicitária Renata Policicio, coordenadora do levantamento. (mais…)

A propaganda que educa.

domingo, 22 de agosto de 2010

Quem hoje é pai ou mãe deve se lembrar de um comercial de TV, em que crianças tentavam hipnotizar os telespectadores com o mantra “Compre Batom. Compre Batom”, a fim de persuadir os adultos a comprar os famosos tubinhos de chocolate.

Um outro comercial ia além na apelação: uma menina mostrava uma tesourinha da turma da Disney e esnobava toda a audiência infantil repetindo a frase provocativa “Eu tenho, você não tem”.

Embora divertidas, propagandas como essas não têm mais espaço nos veículos de comunicação. Assim como a clássica O Primeiro Sutiã, da Valisère, em que uma pré-adolescente vivia a sua primeira experiência com o acessório íntimo.

A sociedade evoluiu e por isso cresceu a preocupação com o consumo consciente, com a obesidade,  a violência e a sensualidade infantil. Quem controla essa atividade é o CONAR (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) e todo cidadão pode denunciar os possíveis abusos de agências e anunciantes. Mas quem controla os abusos de consumidores e instituições que lutam pela censura e pela proibição total da propaganda para crianças? A própria classe publicitária está dividida. Recentemente, um respeitado publicitário americano chegou a propor uma premiação especial no festival de Cannes para anunciantes que deixarem de anunciar para crianças. A alegação mais defendida é que os pequenos não possuem ainda o discernimento necessário para distinguir o que é bom ou ruim e acabam iludidos pela comunicação, que os estimula a encher o saco dos pais para que comprem produtos supérfluos ou nocivos.

Felizmente, o time do bom-senso ganhou um importante reforço com a recente pesquisa sobre televisão e comportamento, realizada pela Turner International do Brasil com 600 crianças e adolescentes, além de 20 mães, publicada na revista Veja.

A pesquisa derruba o mito da criança manipulável e prova que os filhos são mais espertos do que os pais imaginam. Não só conseguem distinguir a ficção da realidade, como possuem uma visão bastante crítica, duvidando de celebridades e de algumas proclamadas virtudes dos produtos. Mas a conclusão mais valiosa é a de que o intervalo comercial propicia o início de um valioso processo pedagógico, incentivando o diálogo e gerando uma rica interação entre pais e filhos. As crianças hoje pesquisam mais sobre os produtos e recolhem informações e argumentos para negociar com os pais, que, por sua vez, devem fazer a sua parte, contestando exageros, fixando limites e ensinando que os recursos familiares são finitos.

É esse ponto de equilíbrio entre liberdade e responsabilidade que deve pautar a relação entre anunciantes e consumidores, sejam eles mirins ou não. Nos meus trinta e poucos anos de profissão, já vi muitos produtos bons e saudáveis serem vendidos para os pais a pedido das crianças. Assim como já vi muitas marcas desaparecerem do mercado por não sustentarem suas promessas. Caberá sempre aos consumidores julgar. E se depender da propaganda, eles estarão preparados cada vez mais cedo.

Esfirrinha de queijo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Nós que temos filhos,  sempre ouvimos das crianças aquela frase que nos é familiar: “Mãe, to com fome! “ E você cai na besteira de perguntar: “O que vc quer comer? Quer uma fruta?” Daí ouvimos mais ou menos assim:  “Não…não to com fome de fruta! Queria uma coisa gostosa!” Para essas horas, tenho uma sugestão saudável, fácil de fazer e o mais importante na opinião dos pequenos: deliciosa!!!  Agora, se você está frustrada pensando: nunca ouço meu filho dizer que está com fome, sempre é uma dificuldade oferecer um alimento saudável que ele aceite, essa sugestão vale pra você também.

A sugestão é Esfirrinha de queijo! Parece aquelas de fest food, que encontramos no shoppings, só que com uma diferença importantíssima: essas serão feitas por você e com a ajuda do seu filhote, com ingredientes de qualidade, no aconchego da sua cozinha.

Lembre-se sempre que um adulto deve levar para assar. Criança perto de fogão, nem pensar!

Receita:

Esfirra de queijosfirra de queijo

Primeiro separe os ingredientes da massa:

• 200 gramas de farinha de trigo

• 70 ml de leite

• 30 ml de óleo

• 1 colher (café) de sal

• 1 colher (café) de açúcar

• 1 colher (café) de fermento biológico

Modo de Preparo:

Em uma vasilha, coloque o fermento, o sal e o açúcar. Vá mexendo até que tudo se dissolva formando uma pastinha. Agora acrescente o óleo e o leite. Misture novamente e vá acrescentando a  farinha e amassando  até que ela não grude mais nas mãos. Cubra a massa com um plástico e deixe descansar até dobrar de volume.

Enquanto a massa descansa, vamos preparar o recheio?

Ingredientes do Recheio:

• 150 gramas de queijo branco amassado

• 2 colheres de salsinha e cebolinha picadas

• 2 colheres de creme de leite

• 1colher (café) de fermento químico

• 1 pitadinha de sal

Modo de preparo:

É só misturar tudinho. Super fácil não é?

Agora vamos montar as Esfirras?

Divida a massa em 4 bolinhas. Com as pontas dos dedos vá moldando  as bolinhas no formato de esfirras. Coloque o recheio bem no centro e com as costas de uma  colher, de uma amassadinha. Agora é só levar ao forno pré-aquecido,  para assar por  15 minutinhos.

Esta receita rende 4 esfirras.

A concorrência que se cuide!!!

Um abração e até a próxima!!

Seu bebê, mês a mês.

domingo, 15 de agosto de 2010

transformaçõesNo primeiro ano de vida, o bebê passa por inúmeras mudanças, que normalmente deixam os pais de primeira viagem confusos e se perguntando como tantas coisas mudaram em apenas 365 dias. É importante entender quais transformações acontecem a cada mês, porque fica mais fácil relatar para o pediatra qualquer novidade, o que pode ser muito importante para o desenvolvimento de seu pequeno.

Mas não se esqueça que cada criança tem seu próprio tempo. Então, não se preocupe se seu filhote não sorri tanto quanto outro que você conheça, ou se não aprendeu a andar na época que você considera ideal.

O bom de detalhar as novidades para o pediatra é que assim qualquer diagnóstico, que possivelmente tiver de ser feito, será mais completo. Bom para a saúde de seu pequeno e seu alívio. Acompanhe as mudanças que acontecem a cada mês, nesta matéria de Roberta Roque para a Revista Pais & Filhos.

Monte um cardápio de lanches saudáveis para seus filhos.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Como preparar o lanche saudável das crianças

O Jornal Gazeta do Povo criou um aplicativo online para ajudar as mães a cuidar do lanche das crianças. É só clicar nos dias da semana e escolher entre as opções de bebidas, comidas e complementos. Depois, basta imprimir o cardápio semanal e seguir à risca para garantir uma alimentação saudável e evitar o sobrepeso.

Clique aqui e confira.

Salada com talheres comestíveis.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Criançada de férias? Que tal um programinha caseiro? Mesmo sem sair de casa é fácil entreter os pequeninos. Como? Que tal a cozinha? A cozinha pode sim ser lugar para criança! Acompanhada de um adulto é claro! Sozinha nem pensar!

Tenho boas lembranças da infância dos meus filhos, quando ficavam bisbilhotando na cozinha, me pedindo para ajudar enrolar os biscoitinhos de nata. Aquelas mãozinhas pequenas faziam um biscoitinho de cada tamanho, um pouco disforme, mas sempre suspiravam quando eu lhes dirigia um elogio (de mãe coruja, é claro): Ficaram lindos!!! E depois de assados, ver a carinha deles, cheia de satisfação, se deliciando com a obra de suas próprias mãos. Nesta hora eu via que valia a pena a lambança na cozinha e a roupinha toda suja! Quem ligava?

Hoje minha sugestão é a seguinte:

Salada com talheres comestíveisTalheres comestíveis

Para os talheres:

Você vai precisar de massinha de pastel. Aquela que você compra pronta já esticadinha.

Coloque a massa aberta sobre uma bancada. Use um molde (colher de sopa) para recortar a massa. Reforce a parte do cabo colocando mais uma tirinha de massa. Leve para assar por quatro minutinhos e reserve.

Para a salada, use sua criatividade. Minha sugestão é:

• Alface americana rasgadinha em pedacinhos

• Tomatinho cereja

• Manga em cubinhos

• Pepino em tirinhas

• Queijo minas em cubinhos

• Peito de peru defumado em cubinhos

Para o molho:

• Azeite

• Sal

• Limão

• Iogurte natural (2 colheres)

Misture tudo e junte à salada.

É de lamber os beiços e comer os talheres!!!!

Até a próxima!!

Publicitário defende o fim da publicidade para crianças.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Crispin, Porter + BoguskiAlex Bogusky, sócio fundador da agência americana Crispin Porter & Bogusky, surpreendeu o mercado publicitário mundial durante o Festival de Publicidade de Cannes. Bogusky publicou em seu blog um longo post contra a publicidade para crianças. Abre seu texto propondo a criação de um novo prêmio no Festival, mais importante que todos os outros, para destacar a empresa que decidir parar de usar o poder da publicidade contra as crianças.

Confira aqui a matéria na íntegra.

Para ver o post original em inglês e participar do debate, clique aqui

Os perigos da Obesidade Infantil.

sexta-feira, 2 de julho de 2010
Crescimento/idade

Meninos

A obesidade infantil ocorre quando o peso está excessivo para idade e altura da criança ou adolescente. Ela está relacionada a um desequilíbrio entre maior quantidade de ingestão calórica e menor gasto energético por um certo período de tempo. Para definir obesidade, o mais correto é calcular o índice de massa corporal (IMC), que é a relação entre o peso e altura, dada pela fórmula ( peso/ altura2). No adulto o IMC normal varia entre 20 e 25kg/m2. Já para crianças e adolescentes, existem gráficos, pois estes valores mudam conforme a faixa etária.

Na grande maioria das vezes, a obesidade infantil é exógena, isto é, causada por fatores ambientais como o sedentarismo e os erros alimentares. Entretanto, a obesidade pode ser

Crescimento/idade

Meninas

uma manifestação clínica de alguma doença. Por isso, sempre que a criança aparentar estar acima do peso, é necessário ir ao pediatra. Este verificará as medidas de peso e altura e fará um inquérito alimentar e de hábitos de vida para tentar identificar causas ambientas para a obesidade. Além disto, como parte da avaliação médica, a criança deverá ser encaminhada ao especialista da área de endocrinologia pediátrica.

A avaliação endocrinológica visa analisar a possibilidade de haver algum distúrbio hormonal, que pode manifestar-se com obesidade. Dentre eles os mais comuns são o hipotireoidismo, a deficiência de hormônio de crescimento e a Síndrome de Cushing, que é o excesso de cortisol. Nestes casos, além do excesso de peso, serão encontrados os sinais clínicos típicos de cada patologia. Algumas síndromes genéticas também podem estar relacionadas à obesidade como: Síndromes de Prader Willi, Down, Bardet-Biedl, e outras mais raras como Alström, Cohen, Carpenter e pseudo-hipoparatireoidismo. Felizmente, estas doenças não são encontradas na maioria dos casos.

As complicações mais observadas na obesidade infantil são as dislipidemias (aumento do colesterol ou dos triglicerídeos), o diabetes tipo 2, a hipertensão arterial e os problemas ortopédicos. A longo prazo, observa-se, neste grupo de crianças, aumento da prevalência de doenças cárdio-vasculares e mortalidade precoce.

Recentemente tem sido observado um grande aumento de casos de obesidade infantil. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, as crianças do mundo todo estão se tornando cada vez mais vulneráveis à obesidade, e, pelo menos 155 milhões de crianças em idade escolar têm sobrepeso ou obesidade. Dados americanos mostram que nas últimas décadas triplicou número de crianças acima do peso. No Brasil, o excesso de peso já ocorre em até 30~34 % das crianças e adolescentes, dependendo das regiões analisadas.

Estudos clínicos têm demonstrado uma importante relação entre a obesidade e o tempo que as crianças e adolescentes permanecem em frente à “tela” (computador, videogame e televisão). Segundo cálculos estatísticos, mais de 60% da causa do excesso de peso nesta população pode ser atribuída ao excesso de horas assistindo TV. Isto se deve à dois fatores: primeiro o estilo de vida sedentário, segundo, ao fato de que existe uma divulgação excessiva de alimentos e bebidas para crianças. Esta divulgação é predominantemente para alimentos industrializados e de alta densidade clórica e se sobrepõe às recomendações de dietas saudáveis. As crianças assimilam a idéia de que estes alimentos são saborosos e isto causa um efeito deletério no conhecimento, atitude e no comportamento das crianças em relação à comida.

A grande preocupação mundial em relação à obesidade infantil deve-se a possibilidade de que, uma criança obesa torne-se um adulto obeso. Segundo dados epidemiológicos americanos, das crianças que apresentam IMC acima do normal, 94% permanecem com obesidade ou sobrepeso na vida adulta. Outro estudo europeu mostrou que, sinais precoces de aterosclerose em adultos apresentaram relação importante com IMC elevado na infância. Isto acarreta maior risco de mortalidade por doenças cardiovasculares.

Portanto, o melhor é prevenir a obesidade na infância. Para isso, aqui velem algumas recomendações:

Comer 5 ou mais porções de frutas ou vegetais por dia;

•  Não passar mais do que 2 horas em frente TV, computador e vídeo-game por dia. Não tê-los no quarto da criança;

•  Realizar diariamente pelo menos 1 hora de atividade física;

•  Evitar consumir bebidas doces;

•  Tomar café da manhã diariamente;

Comer pelos menos 1 das refeições em família;

•  Deixar a criança comer até se satisfazer, nem a mais nem a menos. Não usar alimentos como forma de premiação ou compensação, não proibi-los como forma de castigo.

•  Levar a criança ao pediatra pelo menos 1 vez ao ano para que sejam realizadas medidas seriadas de peso e altura e abordadas as questões relacionadas ao peso.

Referências Bibliográficas:

  1. International Obesity Task Force. Recommendations for an International Code on Marketing of Foods and Non-alcoholic Beverages to Children. March 2008.
  2. Television viewing as a cause of increasing obesity among children in the United States, 1986-1990. Arch Pediatr Adolesc Med. 1996 Apr;150(4):356-62.
  3. A Randomized Trial of the Effects of Reducing Television Viewing and Computer Use on Body Mass Index in Young Children. Arch Pediatr Adolesc Med. 2008;162(3):239-245.
  4. Center for Disease Control and Prevention. JAMA. 2008; 299 (20): 2401-2404
  5. Prevalência de sobrepeso e obesidade em pré-escolares de escolas públicas e privadas em Recife, Pernambuco, Brasil. Cad. Saúde Colet . , Rio de Janeiro , 17 (4) : 989 – 1000, 2009 – 989.
  6. Balaban G, Silva GAP. Prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes de uma escola da rede privada de Recife. J Pediatr 2001;77:96-100.
  7. Prevalência de sobrepeso e obesidade em escolares da cidade de Santos, SP. Arq Bras Endocrinol Metab. vol 50 nº 1 Fevereiro 2006
  8. Relationship of childhood obesity to coronary heart disease risk factors in adulthood: the Bogalusa Heart Study. Pediatrics 2001 Sep; 108(3): 712-8
  9. The contribution of childhood obesity to adult carotid intima-media thickness: the Bogalusa Heart Study. Int J Obes (Lond). 2008 May;32(5):749-56
  10. Childhood Obesity: Highlights of AMA. Expert Commitee Recommendations. American Family Physician. 78, (1)     56-63. 2008.

Falta de apetite na primeira infância.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Até o 1o ano de idade, o crescimento infantil é muito acelerado e o aspecto do corpo é “rechonchudo”. O aumento da gordura corporal acompanha o aumento do comprimento da criança.

A partir dos dois anos, a criança inicia um período em que o crescimento não é tão acelerado como ao do 1º ao de vida e em conseqüência disso o apetite diminui. Nesta fase, as crianças adquirem o aspecto de magras, esguias, com os membros mais compridos, por ser essa a época do primeiro estirão, ocorrendo maior ganho em altura que em peso. A gordura corporal diminui gradualmente até os 6 anos de idade e após isso, ela aumenta em preparação para o estirão da adolescência.

Em torno dos 2 anos, é comum os pais ficarem preocupados com a falta de apetite das crianças. Porém, apesar de ser um momento difícil que pode gerar ansiedade e frustração, os pais devem ser alertados que a criança não deve ser forçada a comer. Geralmente apesar da variação de apetite, as crianças continuam com crescimento e desenvolvimento adequados, podendo ser estes observados nas curvas de desenvolvimento. Apesar da necessidade energética nas crianças ser grande, a partir dos 2 anos de idade, ela é bem menor que em relação ao período do 1º ano de vida. Por isso a mudança na questão do apetite. Esse é um período de desenvolvimento temporário, e este comportamento da criança frente aos alimentos também pode ser um meio de avaliar a sua independência recentemente descoberta.

Os pais, contudo, tem o controle sobre os alimentos oferecidos e também podem estabelecer limites sobre os comportamentos impróprios. Nem a abordagem de controle rígido nem a de deixar totalmente à vontade são passíveis de sucesso. È importante não rotular a criança: “Ela NÃO come isso, ou aquilo”, todos os alimentos devem ser oferecidos novamente dia após dias, incansavelmente, pois a primeira reação da criança frente a um sabor ou textura diferente é sempre a recusa.

Nessa época, os hábitos alimentares adquiridos são mantidos por vários anos, tornando mais importante a necessidade de uma alimentação variada. É importante saber que a criança aprende muito por imitação, adquirindo maus ou bons hábitos conforme sejam os da família.  As principais influencias na ingestão alimentar nos anos de desenvolvimento incluem: ambiente familiar, tendências sociais, pressão dos colegas, enfermidade ou doença.

Devido à pequena capacidade gástrica das crianças e a variação da ingestão nas refeições em decorrência da variabilidade do apetite e mudança de preferências, elas se dão melhor com pequenas porções de alimentos oferecidas várias vezes ao dia. (5 a 6 vezes ao dia) Dessa forma os lanches tornam-se tão importantes como o almoço ou jantar.

Alguns motivos para recusa de alimentos:

- Cheiro diferente

- Alimentos muito frios ou muito quentes

- Sentido e ordem de apresentação do alimento:

Quebrado

Cortado diferente

Alimentos se tocando no prato

Misturas

- Desconforto físico

Cadeira ou mesa desproporcional ao tamanho da criança.

- Desconforto emocional

Brigas, gritos, ansiedade, entre outros.