Arquivo da Categoria ‘Pediatria’

Crianças que praticam exercícios dormem melhor.

domingo, 22 de agosto de 2010

Criança dormindoCrianças que se exercitam mais durante o dia dormem melhor e mais rápido durante a noite, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Monash, da Austrália, e pela Universidade de Auckland, na Nova Zelândia. O estudo, que observou o sono de 519 crianças de sete anos, constatou que para cada hora que os pequenos passam sentados, eles precisam de três minutos a mais para pegar no sono. “Este estudo enfatiza a importância das atividades físicas para as crianças, não só para controlar o peso ou por fazer bem ao coração, mas também para auxiliar no sono”, disseram os cientistas. Confira matéria completa.

Dia Nacional de Prevenção de Acidentes com Crianças.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças: mobilizando pessoas e instituições em benefício desta causa

Os acidentes são a principal causa de morte de crianças e adolescentes de 1 a 14 anos no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, todos os anos, cerca de 5.300 crianças e adolescentes até 14 anos morrem e 137 mil em média são hospitalizadas vítimas de acidentes de trânsito, afogamentos, sufocações, queimaduras, quedas, intoxicações e outras lesões. Estes acidentes ocorrem devido à falta de cultura de prevenção, informação, cuidados no dia a dia, ausência de ambientes adequados à criança e leis específicas. Estudos americanos comprovam que 90% desses acidentes podem ser evitados com medidas simples e importantes de prevenção.

Para trazer esse alerta e reduzir o número de mortes e internações de crianças vítimas destas lesões, a ONG CRIANÇA SEGURA criou o “Dia da Prevenção de Acidentes com Criançasâ€. A campanha, que será lembrada no dia 30 de agosto, tem como objetivo mobilizar instituições e pessoas para que desenvolvam ações de prevenção de acidentes e façam da causa uma temática importante a ser considerada.

Essa é uma iniciativa nacional e uma oportunidade de tornar esta bandeira mais forte e visível para conscientizar a comunidade dos riscos dos acidentes com crianças; propor e pedir aos gestores públicos medidas de prevenção; trazer o alerta à população para esse problema; conseguir a adesão da mídia e de outros formadores de opinião para o assunto.

Como participar? Qualquer pessoa ou instituição pode aderir à campanha e desenvolver ações de alerta público, de mobilização ou de proposição para uma política pública relacionada à causa. Algumas escolas vão realizar atividades educativas com as crianças em sala de aula. Organizações da sociedade civil vão fazer apresentações teatrais sobre prevenção de acidentes domésticos para comunidades. Órgãos públicos vão reforçar as informações sobre a segurança das crianças como passageiras de veículos. Pais e mães vão multiplicar a mensagem para amigos, além de continuar adequando o ambiente e cuidando dos seus filhos para prevenir os riscos. Vale a criatividade, o interesse e o senso de cidadania para desenvolver ações que se adéquem às diversidades locais e possam transformar essa realidade.

A CRIANÇA SEGURA é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos. Ela pede aos que tiverem uma proposta de ação que enviem um breve relato da atividade com algum registro visual de foto ou vídeo. Essas informações serão divulgadas na rede social www.crianca-segura.ning.com e no relatório de atividades da instituição. Mais informações no site www.criancasegura.org.br

Seu bebê, mês a mês.

domingo, 15 de agosto de 2010

transformaçõesNo primeiro ano de vida, o bebê passa por inúmeras mudanças, que normalmente deixam os pais de primeira viagem confusos e se perguntando como tantas coisas mudaram em apenas 365 dias. É importante entender quais transformações acontecem a cada mês, porque fica mais fácil relatar para o pediatra qualquer novidade, o que pode ser muito importante para o desenvolvimento de seu pequeno.

Mas não se esqueça que cada criança tem seu próprio tempo. Então, não se preocupe se seu filhote não sorri tanto quanto outro que você conheça, ou se não aprendeu a andar na época que você considera ideal.

O bom de detalhar as novidades para o pediatra é que assim qualquer diagnóstico, que possivelmente tiver de ser feito, será mais completo. Bom para a saúde de seu pequeno e seu alívio. Acompanhe as mudanças que acontecem a cada mês, nesta matéria de Roberta Roque para a Revista Pais & Filhos.

Hoje é dia de vacina!

sábado, 14 de agosto de 2010

Zé Gotinha

Com o slogan “Não vai esquecer a segunda dose, hein?”, o Ministério da Saúde realiza hoje a segunda etapa da Campanha Nacional Contra a Poliomielite, a paralisia infantil. O objetivo é reforçar o alerta aos pais ou responsáveis sobre a importância de levar as crianças menores de cinco anos aos postos de vacinação. Portanto, se você tem filhos, netos, sobrinhos, hoje é dia de fazer um passeio diferente com a criançada. E lembre-se: toda criança deve ter uma carteira de vacinação atualizada. confira aqui o calendário das principais vacinas e ficque de olho.

Os perigos da cozinha.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Os perigos da cozinha.

Cozinha não é lugar para crianças pequenas, principalmente durante o preparo das refeições. Mantenha a porta fechada ou coloque cercas apropriadas para bloquear o acesso.

Caso o adulto esteja sozinho com a criança em casa e precise cozinhar, o mais indicado é utilizar cercadinhos, de preferência fora da cozinha.

Adquira o hábito de cozinhar utilizando as bocas de trás do fogão, sempre com os cabos das panelas e frigideiras voltados para dentro. Isso evita  que as crianças alcancem e o conteúdo quente caia sobre elas.

A partir dos 10 anos, já é possível ensinar para as crianças os perigos da cozinha e também a fazerem suas primeiras experiências culinárias (amassar ou espremer uma fruta, por exemplo). E depois dos doze, deixe as crianças soltarem a imaginação na cozinha e revelar seus dotes, mas sempre com a supervisão de um adulto responsável.

Criança Segura apresenta o seu Balanço 2009.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Balanço Social da ONG Criança SeguraMatérias em jornais, revistas, TV e Rádio, campanhas publicitárias, comunicação institucional, novo blog, atuação nas redes sociais, ações de mobilização, formação e treinamento de multiplicadores, articulação de Políticas Públicas. Estes foram apenas alguns dos resultados conquistados pela ONG em 2009. Acompanhe aqui o trabalho de prevenção de acidentes na infância realizado pela Criança Segura.

Os perigos da Obesidade Infantil.

sexta-feira, 2 de julho de 2010
Crescimento/idade

Meninos

A obesidade infantil ocorre quando o peso está excessivo para idade e altura da criança ou adolescente. Ela está relacionada a um desequilíbrio entre maior quantidade de ingestão calórica e menor gasto energético por um certo período de tempo. Para definir obesidade, o mais correto é calcular o índice de massa corporal (IMC), que é a relação entre o peso e altura, dada pela fórmula ( peso/ altura2). No adulto o IMC normal varia entre 20 e 25kg/m2. Já para crianças e adolescentes, existem gráficos, pois estes valores mudam conforme a faixa etária.

Na grande maioria das vezes, a obesidade infantil é exógena, isto é, causada por fatores ambientais como o sedentarismo e os erros alimentares. Entretanto, a obesidade pode ser

Crescimento/idade

Meninas

uma manifestação clínica de alguma doença. Por isso, sempre que a criança aparentar estar acima do peso, é necessário ir ao pediatra. Este verificará as medidas de peso e altura e fará um inquérito alimentar e de hábitos de vida para tentar identificar causas ambientas para a obesidade. Além disto, como parte da avaliação médica, a criança deverá ser encaminhada ao especialista da área de endocrinologia pediátrica.

A avaliação endocrinológica visa analisar a possibilidade de haver algum distúrbio hormonal, que pode manifestar-se com obesidade. Dentre eles os mais comuns são o hipotireoidismo, a deficiência de hormônio de crescimento e a Síndrome de Cushing, que é o excesso de cortisol. Nestes casos, além do excesso de peso, serão encontrados os sinais clínicos típicos de cada patologia. Algumas síndromes genéticas também podem estar relacionadas à obesidade como: Síndromes de Prader Willi, Down, Bardet-Biedl, e outras mais raras como Alström, Cohen, Carpenter e pseudo-hipoparatireoidismo. Felizmente, estas doenças não são encontradas na maioria dos casos.

As complicações mais observadas na obesidade infantil são as dislipidemias (aumento do colesterol ou dos triglicerídeos), o diabetes tipo 2, a hipertensão arterial e os problemas ortopédicos. A longo prazo, observa-se, neste grupo de crianças, aumento da prevalência de doenças cárdio-vasculares e mortalidade precoce.

Recentemente tem sido observado um grande aumento de casos de obesidade infantil. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, as crianças do mundo todo estão se tornando cada vez mais vulneráveis à obesidade, e, pelo menos 155 milhões de crianças em idade escolar têm sobrepeso ou obesidade. Dados americanos mostram que nas últimas décadas triplicou número de crianças acima do peso. No Brasil, o excesso de peso já ocorre em até 30~34 % das crianças e adolescentes, dependendo das regiões analisadas.

Estudos clínicos têm demonstrado uma importante relação entre a obesidade e o tempo que as crianças e adolescentes permanecem em frente à “tela†(computador, videogame e televisão). Segundo cálculos estatísticos, mais de 60% da causa do excesso de peso nesta população pode ser atribuída ao excesso de horas assistindo TV. Isto se deve à dois fatores: primeiro o estilo de vida sedentário, segundo, ao fato de que existe uma divulgação excessiva de alimentos e bebidas para crianças. Esta divulgação é predominantemente para alimentos industrializados e de alta densidade clórica e se sobrepõe às recomendações de dietas saudáveis. As crianças assimilam a idéia de que estes alimentos são saborosos e isto causa um efeito deletério no conhecimento, atitude e no comportamento das crianças em relação à comida.

A grande preocupação mundial em relação à obesidade infantil deve-se a possibilidade de que, uma criança obesa torne-se um adulto obeso. Segundo dados epidemiológicos americanos, das crianças que apresentam IMC acima do normal, 94% permanecem com obesidade ou sobrepeso na vida adulta. Outro estudo europeu mostrou que, sinais precoces de aterosclerose em adultos apresentaram relação importante com IMC elevado na infância. Isto acarreta maior risco de mortalidade por doenças cardiovasculares.

Portanto, o melhor é prevenir a obesidade na infância. Para isso, aqui velem algumas recomendações:

• Comer 5 ou mais porções de frutas ou vegetais por dia;

•  Não passar mais do que 2 horas em frente TV, computador e vídeo-game por dia. Não tê-los no quarto da criança;

•  Realizar diariamente pelo menos 1 hora de atividade física;

•  Evitar consumir bebidas doces;

•  Tomar café da manhã diariamente;

• Comer pelos menos 1 das refeições em família;

•  Deixar a criança comer até se satisfazer, nem a mais nem a menos. Não usar alimentos como forma de premiação ou compensação, não proibi-los como forma de castigo.

•  Levar a criança ao pediatra pelo menos 1 vez ao ano para que sejam realizadas medidas seriadas de peso e altura e abordadas as questões relacionadas ao peso.

Referências Bibliográficas:

  1. International Obesity Task Force. Recommendations for an International Code on Marketing of Foods and Non-alcoholic Beverages to Children. March 2008.
  2. Television viewing as a cause of increasing obesity among children in the United States, 1986-1990. Arch Pediatr Adolesc Med. 1996 Apr;150(4):356-62.
  3. A Randomized Trial of the Effects of Reducing Television Viewing and Computer Use on Body Mass Index in Young Children. Arch Pediatr Adolesc Med. 2008;162(3):239-245.
  4. Center for Disease Control and Prevention. JAMA. 2008; 299 (20): 2401-2404
  5. Prevalência de sobrepeso e obesidade em pré-escolares de escolas públicas e privadas em Recife, Pernambuco, Brasil. Cad. Saúde Colet . , Rio de Janeiro , 17 (4) : 989 – 1000, 2009 – 989.
  6. Balaban G, Silva GAP. Prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes de uma escola da rede privada de Recife. J Pediatr 2001;77:96-100.
  7. Prevalência de sobrepeso e obesidade em escolares da cidade de Santos, SP. Arq Bras Endocrinol Metab. vol 50 nº 1 Fevereiro 2006
  8. Relationship of childhood obesity to coronary heart disease risk factors in adulthood: the Bogalusa Heart Study. Pediatrics 2001 Sep; 108(3): 712-8
  9. The contribution of childhood obesity to adult carotid intima-media thickness: the Bogalusa Heart Study. Int J Obes (Lond). 2008 May;32(5):749-56
  10. Childhood Obesity: Highlights of AMA. Expert Commitee Recommendations. American Family Physician. 78, (1)     56-63. 2008.

Campanha de Primeiros Socorros ganha Leão de Ouro no Festival de Publicidade de Cannes.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A campanha é forte, mas extremamente pertinente. Nos anúncios abaixo, crianças descrevem acidentes dos quais foram vítimas. O menino caiu na piscina e foi socorrido pelo pai. A menina, se engasgou com uma uva perto de vários adultos. Infelizmente, ninguém sabia como agir corretamente. Isso mesmo: os depoimentos são póstumos. A propaganda é assinada pela agência BBH de Londres para o serviço de ambulância St. John, que disponibizou gratuitamente um guia de Primeiros Socorros para baixar nos celulares.

MeninaMenino

Falta de apetite na primeira infância.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Até o 1o ano de idade, o crescimento infantil é muito acelerado e o aspecto do corpo é “rechonchudoâ€. O aumento da gordura corporal acompanha o aumento do comprimento da criança.

A partir dos dois anos, a criança inicia um período em que o crescimento não é tão acelerado como ao do 1º ao de vida e em conseqüência disso o apetite diminui. Nesta fase, as crianças adquirem o aspecto de magras, esguias, com os membros mais compridos, por ser essa a época do primeiro estirão, ocorrendo maior ganho em altura que em peso. A gordura corporal diminui gradualmente até os 6 anos de idade e após isso, ela aumenta em preparação para o estirão da adolescência.

Em torno dos 2 anos, é comum os pais ficarem preocupados com a falta de apetite das crianças. Porém, apesar de ser um momento difícil que pode gerar ansiedade e frustração, os pais devem ser alertados que a criança não deve ser forçada a comer. Geralmente apesar da variação de apetite, as crianças continuam com crescimento e desenvolvimento adequados, podendo ser estes observados nas curvas de desenvolvimento. Apesar da necessidade energética nas crianças ser grande, a partir dos 2 anos de idade, ela é bem menor que em relação ao período do 1º ano de vida. Por isso a mudança na questão do apetite. Esse é um período de desenvolvimento temporário, e este comportamento da criança frente aos alimentos também pode ser um meio de avaliar a sua independência recentemente descoberta.

Os pais, contudo, tem o controle sobre os alimentos oferecidos e também podem estabelecer limites sobre os comportamentos impróprios. Nem a abordagem de controle rígido nem a de deixar totalmente à vontade são passíveis de sucesso. È importante não rotular a criança: “Ela NÃO come isso, ou aquiloâ€, todos os alimentos devem ser oferecidos novamente dia após dias, incansavelmente, pois a primeira reação da criança frente a um sabor ou textura diferente é sempre a recusa.

Nessa época, os hábitos alimentares adquiridos são mantidos por vários anos, tornando mais importante a necessidade de uma alimentação variada. É importante saber que a criança aprende muito por imitação, adquirindo maus ou bons hábitos conforme sejam os da família.  As principais influencias na ingestão alimentar nos anos de desenvolvimento incluem: ambiente familiar, tendências sociais, pressão dos colegas, enfermidade ou doença.

Devido à pequena capacidade gástrica das crianças e a variação da ingestão nas refeições em decorrência da variabilidade do apetite e mudança de preferências, elas se dão melhor com pequenas porções de alimentos oferecidas várias vezes ao dia. (5 a 6 vezes ao dia) Dessa forma os lanches tornam-se tão importantes como o almoço ou jantar.

Alguns motivos para recusa de alimentos:

- Cheiro diferente

- Alimentos muito frios ou muito quentes

- Sentido e ordem de apresentação do alimento:

Quebrado

Cortado diferente

Alimentos se tocando no prato

Misturas

- Desconforto físico

Cadeira ou mesa desproporcional ao tamanho da criança.

- Desconforto emocional

Brigas, gritos, ansiedade, entre outros.

A arte de viajar com crianças.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Como viajar com seus filhos sem enlouquecerEste livro é dedicado às pessoas que têm filhos, adoram viajar, mas que precisam de uma boa dose de coragem para juntar os dois. Patrícia Papp conta suas experiências, primeiro de quando era criança e costumava viajar com os pais e depois como mãe que não dispensa os filhos em suas viagens. Foi na volta de uma viagem para Tailândia e Dubai com toda a família (que inclui o Pedro de 6 anos e a Luiza com apenas um aninho) que surgiu a ideia de escrever o livro. Pati Papp, como é mais conhecida no meio publicitário onde atua, é diretora de arte e sócia da Pulp Idéias, uma das primeiras empresas de conteúdo e tendências do Brasil. Seu livro é leitura obrigatória para quem adora malas, aeroportos e filhos.

O lançamento do livro acontece no sábado, dia 19 de junho de 2010 na Bisbilhoteca, em Curitiba (rua Carlos de Carvalho, 1166). Para quem desejar comprar em outras localidades do Brasil, é só entrar no site da Livrarias Curitiba