Como identificar as fraturas? - Angelino - O Anjinho Distraído
16673
post-template-default,single,single-post,postid-16673,single-format-standard,woocommerce-no-js,ajax_fade,page_not_loaded,,vss_responsive_adv,columns-4,qode-theme-ver-8.0,wpb-js-composer js-comp-ver-4.9.2,vc_responsive

Como identificar as fraturas?

08 nov Como identificar as fraturas?

Existem algumas diferenças entre os ossos de uma criança e de um adulto, e muitas delas determinam algumas características vantajosas para a criança, como a menor ocorrência de fraturas graves e a maior capacidade de remodelação, cicatrização e recuperação. Mas há também algumas desvantagens sérias, como fraturas próximas à cartilagens, que podem causar deformidades e déficit no crescimento. Alé disso, as crianças têm dificuldade em aceitar o gesso ou imobilizações prolongadas e tendem a cooperar menos na hora de seguir as recomendações médicas, como não andar, não correr, ter cuidado etc.

O tratamento de uma fratura está relacionado a fatores como idade da vítima, gravidade, tipo e localização do trauma, treinamento do ortopedista e até características individuais da criança ferida. Dessa forma, é importante que os pais falem com o ortopedista responsável e sejam esclarecidos quanto às particularidades do tratamento. As informações de outros pais que tiveram filhos com fraturas “semelhantes” podem não ser aplicáveis àquela criança.

O trauma necessário para provocar uma fratura nem sempre é violento. Um tropeço seguido de queda ao chão pode ser suficiente. A maioria das fraturas está relacionada a quedas no ambiente doméstico, afetando em maior proporção os membros superiores (clavícula, punho, antebraço e cotovelo).

Caso testemunhem o acidente, os pais ou responsáveis devem relatar ao médico a situação e a forma como a criança caiu ou foi atingida. Do mesmo modo, informar a circunstância em que a criança mais sente dor pode contribuir para o diagnóstico: observe se ela grita ou chora ao trocar de fralda ou ao ter seu braço pressionado, por exemplo.

O sintoma mais importante da fratura é a dor imediata produzida pelo trauma, a qual se acentua com o movimento ou com a compressão da região afetada. Assim, a criança evita movimentar o membro fraturado, o que é chamado de impotência funcional. A presença de movimento ativo não afasta a possibilidade de fratura.

São vários os tipos de fraturas:

Fratura fechada: não há lesão da pele.

Fratura aberta ou exposta: há, na pele, uma ferida que se comunica com a fratura. Pode ser de qualquer dimensão, inclusive se resumindo a um ponto.

Fratura patológica: ocorre num osso afetado por problemas prévios que o enfraqueceram (como doenças congênitas, infecções e lesões benignas ou malignas).

Fratura por estresse: ocorre em ossos submetidos a esforço contínuo. Sua incidência vem se elevando devido à disseminação da prática esportiva intensa pelos jovens.

Fratura desviada: os fragmentos do osso se deslocam.

Fratura articular: há acometimento da articulação.

Descolamento epifisário: atinge a placa de crescimento.

Fratura em “galho verde”: o osso é “lascado” ou “trincado”, sendo que um lado dele permanece íntegro.

Fratura subperiostal: ocorre sob o periósteo, membrana resistente que envolve o osso.

Quando a fratura ocorre nos membros inferiores, a criança evita apoiá-los no chão ou manca. Em alguns casos, há deformidade aparente após o trauma. O inchaço (edema) é comum, mas não fundamental. Especialmente em crianças com maior proporção de gordura o edema e os hematomas podem ser de difícil visualização. Às vezes surgem hematomas (manchas violetas) na pele, que representam um sangramento interno. Isso, porém, não é motivo para alarme.

Em certas situações, verifica-se uma movimentação anormal do osso no local da fratura, acompanhada de barulho ou sensação de raspar.

A primeira providência consiste em imobilizar o membro fraturado. Isso reduz a dor e o inchaço e evita que a lesão aumente (imobiliza-se o membro na posição que está).

Se, além da fratura, houver ferimento, limpe-o com água corrente ou soro fisiológico e cubra-o com material limpo ou estéril até a ida ao serviço de emergência. Caso haja sangramento abundante, faça uma compressão moderada na ferida para estancar o sangue.

No caso de queda grave, se a criança não conseguir se levantar sozinha, melhor não mexer ou tentar levantá-la pelos braços ou pegá-la no colo. Melhor ficar ao seu lado e acalmá-la, até que um médico ou socorrista chegue ao local. Esse cuidado é importante, pois em caso de costelas quebradas, um movimento brusco pode perfurar o pulmão.

Mesmo depois de atendida e engessada (ou imobilizada de outra forma), a criança deve ser observada. No caso de dor intensa, acima do normal, progressiva, sem resposta ao uso de analgésico, inchaço ou palidez dos dedos, extremidades roxas, formigamento ou alteração de sensibilidade e dificuldade para se movimentar, o médico deve ser comunicado.

Esses sintomas indicam que pode estar havendo uma compressão capaz de lesionar nervos e músculos, que, se não for tratada prontamente, pode deixar sequelas graves.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica

Sem comentários

Enviar um comentário