Angelino - O Anjinho Distraído | Quando começa o Bullying?
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Quando começa o Bullying?

19 set Quando começa o Bullying?

Como dizia Nelson Mandela, “ninguém nasce odiando outra pessoa”, o que significa que o preconceito é algo que se aprende, seja na família, na escola ou na comunidade. E nem é preciso que alguém gaste energia para ensinar as crianças, apresentando motivos ou justificativas, pois para elas basta o exemplo. As crianças se espelham nos pais, nos professores, em outras crianças e acabam assimilando e refletindo as atitudes, portanto, isso se inicia nos primeiros anos de vida, quando os pequenos começam a se expressar por palavras e comportamentos.

Não é difícil notar quando nossos filhos estão sendo vítimas de agressões físicas ou psicológicas, o chamado Bullying. Qualquer mudança repentina de comportamento pode ser um sinal. Quando relutam em ir para a escola, clube ou parque e passam a demonstrar tristeza, apatia ou até mesmo falta de apetite e de interesse em brincar com outras crianças, podem estar sofrendo algum tipo de constrangimento.

Mas como saber se os nossos filhos são os agressores? Alguns pais só descobrem isso quando são chamados pela escola ou pelos pais da vítima para conversar.

Na formação de núcleos de afinidades ou mesmo na busca de aceitação pelo grupo, as crianças e pré-adolescentes podem se tornar muito cruéis e segregar minorias de todos os tipos. Pode acontecer pela cor da pele, deficiências físicas, sobrepeso ou pela demonstração de tendência homoafetiva, não importa. Basta estarem em desacordo com o padrão vigente para se tornarem vulneráveis a ação de indivíduos ou grupos.

Para inibir este tipo de comportamento, é essencial conversar com as crianças desde cedo sobre o assunto, explicando que todos somos iguais, apesar das diferenças aparentes. Pertencemos a uma mesma raça, a raça humana, e compartilhamos o mesmo planeta, com os mesmos direitos e deveres na sociedade. Encontre a sua maneira própria e explicar isso e, se for preciso, recorra à literatura infantil para auxiliar. Existem vários livros para crianças que trabalham o tema de forma simples e lúdica.

Outro ponto importante é reprimir qualquer iniciativa de seus filhos nesse sentido, dizendo que isto é errado, pode magoar outras pessoas e provocar sofrimento. Aproveite qualquer sinal de intolerância na criança para exercitar o princípio da empatia, o que significa propor para seus filhos se imaginarem no lugar da outra criança. E evite fazer qualquer comentário preconceituoso ou estimular estas práticas na frente de seus filhos. Não esqueça: a educação é um processo onipresente, que acontece a todo instante, em cada diálogo, em cada gesto ou atitude vivenciada no dia a dia das crianças.

À escola, cabe identificar e coibir este tipo de comportamento, por mais sutil que seja. E envolver os pais, tanto dos agressores como das vítima, para resolver estas questões logo no início, evitando que tomem proporções maiores, com consequências traumáticas. Afinal, somos todos educadores.

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