Angelino - O Anjinho Distraído | Rinite alérgica.
16389
single,single-post,postid-16389,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,vss_responsive_adv,columns-4,qode-theme-ver-8.0,wpb-js-composer js-comp-ver-4.9.2,vc_responsive

Rinite alérgica.

person-1381406_1920

04 ago Rinite alérgica.

Ela começa cedo, geralmente na infância ou adolescência, e pode ser causada por vários fatores, inclusive o hereditário.

A rinite alérgica é a doença crônica da mucosa do nariz que mais incomoda as crianças e adultos, diminuindo a qualidade de vida, afetando o desempenho escolar, social e mesmo profissional. Ela pode atingir todas as vias aéreas, não se restringindo somente ao nariz, e pode vir associada com outras doenças, como asma, sinusites, otitis e polipose nasal.

A forma mais característica da rinite alérgica são os espirros seguidos, coriza aquosa, obstrução nasal ou coceira. Elas surgem após exposição aos agentes alérgenos como poeira, ácaros, fungos, caspas de animais (como cão e gato), pólens e poluentes ambientais (fumaça de automóveis ou cigarro). Mas as mudanças bruscas de temperature também podem provocar a rinite, o que explica a grande procura por hospitais no inverno.

Engana-se quem acha que um narizinho trancado não pode trazer maiores consequências. A respiração oral crônica deixa a criança mais predisposta a amigdalites, faringites e pode causar alterações no crescimento craniofacial, que se processa nesta fase.

O tratamento é feito com medicações que controlam a inflamação da mucosa nasal por longos períodos. O mais importante, porém, é controlar o ambiente, afastando os alérgenos que prejudicam a criança. Eles podem ser identificados através dos testes alérgicos realizados em consultório pelos médicos alergistas. Em casos mais graves, a medicação pode ser reforçada com antialérgicos e até mesmo corticoides nasais.

A imunoterapia (tratamento com vacinas) também pode ser uma opção. Porém, somente o alergista pediatra pode dar a orientação adequada a cada caso.

Se o seu filho apresenta obstrução nasal frequente ou persistente, respira pela boca, apresenta roncos noturnos, coça o nariz, os olhos ou ouvidos, tem crises de espirros ou o nariz escorre o tempo todo, tem lacrimejamento ocular e olhos vermelhos e inchados, tem tosse persistente ou em crises, dores de cabeça ou mesmo “resfriados” que demoram a melhorar, procure um médico pediatra. Seu filho pode ter rinite alérgica.

 

Como evitar as crises

 

Os casos mais frequentes de rinite estão associados aos ácaros, encontrados na poeira, mofo ou objetos guardados. Os ácaros são seres microscópicos que se alimentam de detritos da poeira e preferem ambientes com pouca luminosidade e elevada umidade. Aquela poeira acinzentada que é visualizada nos estrados de colchões e cantos das casas é rica em ácaros. Somente em um travesseiro já foram contados mais de 100 mil ácaros, e estima-se que em colchões este número suba para milhões. Isso pode ser resolvido com o uso de capas impermeáveis para colchões e travesseiros (não resolve comprar colchões e travesseiros novos, pois em poucos meses já estarão cheios de ácaros novamente).

As medidas mais comumente recomendadas pelos alergistas pediatras para as crianças com alergia aos ácaros são:

  • manter a casa arejada e ensolarada, evitar umidades ou vazamentos e não abusar dos umidificadores de ar;
  • evitar carpetes, tapetes ou forrações, especialmente no quarto;
  • evitar móveis estofados ou objetos que acumulem pó;
  • manter bichos de pelúcia ensacados com plástico e não deixar objetos amontoados;
  • retirar o pó com pano úmido, evitando vassouras ou espanadores;
  • aspirar os colchões semanalmente;
  • lavar roupas de cama semanalmente com água quente (acima de 60 oC);
  • evitar cobertores de lã – preferir edredons e lavá-los com frequência;
  • evitar cortinas pesadas, longas ou com muitas camadas de pano. Preferir persianas verticais de PVC (limpar com pano úmido semanalmente);
  • animais de pelos – mantê-los fora de casa e principalmente fora do quarto. Nunca na cama!

 

 

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

 

 

Sem comentários

Enviar um comentário